8 de setembro de 2011

Respeitável público: Tangolomango une artistas circenses do Brasil e da Argentina

Por Julia Viegas

Estão abertas, até 23 de setembro, as inscrições para o festival Tangolomango. O evento de música, dança e debates, vai ser realizado entre os dias 10 e 13 de novembro no Circo Voador. Essa iniciativa, além de brindar a integração da América Latina, é muito democrática: todos os artistas que atuam na área de circo, música e dança podem participar. O edital está disponível no site www.tangolomango.com.br


7 de setembro de 2011

Arte de rua

Por Andreia Moore



A Mostra de arte paralela ART RUA reunirá na Gamboa de 07 a 11 de setembro alguns dos melhores artistas de Street Art do eixo Rio-São Paulo, que participarão também da revitalização do Porto Maravilha, deixando um legado para a cidade. 

Alguns dos mais consagrados grafiteiros do Brasil e novos nomes da cena de Street Art do País estarão reunidos neste evento.


O evento de arte urbana tem entrada gratuita no Galpão da Gamboa (Rua Pedro Ernesto 29 – Gamboa).

3 de setembro de 2011

Lago dos Cisnes no Theatro Municipal

Por Julia Viegas



Magnífica apresentação da companhia de ballet Kirov, do teatro Mariinsky (Rússia). No Rio de Janeiro para uma curta temporada apresentaram este fim de semana O Lago dos Cisnes, obra de Tchaikovsky, recentemente "adaptada"* para o cinema por Darren Aronofsky. Há uma década a companhia russa, que tem 273 anos, não vinha ao Brasil. 
Bailarinos expressivos dançando maravilhosamente, com alma. Figurinos impecáveis, cores e tecidos. Músicos e orquestra sensacionais (Orquestra Sinfônica de Barra Mansa) regendo  as já conhecidas como mais belas da história da música clássica.
O ballet conta a história da princesa Odette, transformada em cisne por um bruxo, e do príncipe Siegfriend, por quem ela se apaixona. Infelizmente, o final da história foi modificado pela companhia, o que prejudicou a dramaticidade do enredo. Mas, não a apresentação: deslumbrante.

Cisne Branco e virginal


Cisne negro: o feitiço consumado

Na segunda-feira, o grupo apresenta trechos de “Carmen” e “Don Quixote” também no Theatro Municipal.


ATENÇÃO: O Ballet Kirov se apresentará nesta quarta-feira, sete de setembro, gratuitamente na Quinta da Boa Vista. 

Quinta da Boa Vista: 7 setembro, quarta-feira, às 17:30. Programação: “Chopiniana” (Chopin) e o segundo ato de “O lago dos cisnes”. Grátis. 


*Artigo "Cisne Negro: beleza, som e fúria", no arquivo do mês de junho deste blog.



1 de setembro de 2011

À espera da Melancolia

Por Julia Viegas


A aproximação do planeta Melancholia traz efeitos nefastos sobre nós. Vamos descobrindo ao longo do filme. Primeiro, os humores parecem alterados, pessoas são demasiadamente sinceras. A proximidade de algo inusitado faz cair máscaras sociais. Uma festa luxuosa, o casamento de Justine. Um castelo e uma longa área verde. Organizado por sua irmã super-protetora Claire. E bancada pelo cunhado mal-humorado Michael. O marido de Claire sabe tudo de astronomia e calcula minuciosamente o que vai acontecer. No entanto, não explica. Quando vão surgindo os efeitos, ele vai tratando de acalmar a esposa. Ocorrem coisas belas e assustadoras. Como, chuvas de algo como pétalas brancas de flores; raios lilases aparecem nas antenas parabólicas e até mesmo nos dedos de Justine (algo meio spider-man mesmo); os cavalos se agitam furiosamente e o efeito principal: perde-se a respiração.
Pois, foi justamente o que eu senti. Michael explica à aflita Claire, que  cuida do filho de poucos 5 ou 6 anos e de sua irmã mais nova – apesar de Justine estar imune ao acontecimento – o planeta Melancholia, ao entrar na órbita terrestre, suga o oxigênio de nossa atmosfera. Estava explicado. Só que, para mim, teve muito mais: chorei com Justine por sua dificuldade em mover as pernas, na sua dor, na perda do paladar. Em frente à banheira, chorei com Claire e Justine, essas duas irmãs maravilhosas, opostas e complementares. Revoltei-me junto com Justine quando sozinha no escritório do cunhado. Aplaudi seu gesto de rebeldia ao arrancar todos os livros de arte abstrata, geométrica, quadrada, expostos nas prateleiras e colocar força, dor, vivacidade: Caravaggio, Brueguel, Bosch. Tudo o que é humano e ferve. Quebrou-se o encanto da “festa de princesa”, passou da meia-noite e as coisas começaram a ser verdadeiras. Abriram as portas da percepção de William Blake. Emocionei-me com a heroína Claire, incorporada pela fabulosa Charlotte Gainsbourg – estou realmente começando a ficar fã dessa atriz, assim como sou de seu pai, desde o Anticristo, onde ela interpreta uma personagem totalmente diferente de Claire. Quanto ao Lars Von Trier, vou amá-lo sempre. Uma sina cinéfila de sua realidade; identificação. Pode falar a besteira que for. Pessoas como ele estão acima do bem e do mal. Von Trier é o Nietzche do cinema contemporâneo. Agradecida por sua coragem e capacidade de mostrar na tela o que muitos fecham os olhos para ver: o ser humano em seu estado bruto. E aí falo de todos os seus filmes, de Zentropa à Dogville (espetacular!), de Dançando no Escuro ao estupendo Festa de Família. Algo diferente a partir de Anticristo: parece-me que Von Trier vai mudando seu estilo, abandonando a câmera na mão e adotando uma estética visual mais sofisticada. Não sei se isso é bom. É diferente. Gosto dos dois. Gosto de tudo. Dele, meu Godard contemporâneo. E quem não gostar, seus dedos dizem tudo: F-U-C-K. Os gênios são assim.


Charlotte Gainsbourg interpreta Claire








Lars Von Trier

E a mão do diretor, que conduz os filmes...



















                           Nicole Kidman no insuperável Dogville





23 de agosto de 2011

Cibercultura em pauta

Por Pllural
 
Um dos mais proeminentes pensadores da atualidade, Pierre Lévy, debaterá com o cantor e compositor Gilberto Gil, temas como cibercultura, hipertexto e mídias digitais. Professor da Universidade de Quebec, entusiasta das possibilidades cognitivas da Internet, Lévy foi quem propôs o conceito de “inteligência coletiva” no começo dos anos 90, quando a internet comercial ainda engatinhava. É autor de clássicos como “Cibercultura” e “O que é o virtual”?

Dia 25 de agosto, quinta-feira, 19h30 
Local: Oi Futuro (Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, RJ)
Entrada franca  | Classificação etária: livre
Distribuição de senhas meia hora antes do evento e telões do lado de fora para quem não conseguir lugar no teatro. Transmissão ao vivo no site www.oifuturo.org.br


20 de agosto de 2011

Para entender a América Latina

Por Pllural


A literatura diz muito do seu povo. Vale a dica então. Hispanohablantes e lusófonos, vamos debater nossa arte literária. 



17 de agosto de 2011

Rupturas, a inocência Green foi roubada por Valverde

Por Julia Viegas

Aulas de mergulho. Salto do mais alto degrau do trampolim. Perfeito, mergulho impecável. Técnica nota 10. Estava determinado o padrão. O lugar é lindo, uma bucólica ilha na Inglaterra. Só de ver o filme já sentimos o cheiro da natureza. Temos paz, beleza, fantasia e padrão. Quando... uma espanholinha chega quebrando as regras. E os saltos tornam-se livres. Cambalhotas, voos qual golfinhos, o mergulho não era mais perfeito. Tornou-se belo (como tudo o que é imperfeito). Sem mais restrições: é ir além, atirar-se. Mergulho metafórico.
O que uma forasteira culta, livre pensadora e extremamente jovem pode representar à provinciana e pacata Stanley Island, onde jaz o antigo internato de St. Mathilda? Resposta: perigo. E as revelações que uma pessoa “a mais” pode trazer para um grupo de meninas e professora que vivem em regime de internato. Presas às grades daquele grande castelo que é a escola. Uma pessoa diferente é capaz de fazer as outras: depararem-se consigo mesmas e questionarem quem elas são. O ser na realidade, por trás das aparências. Ciumentas, as meninas? Carentes, ferozes, egoístas? Mentirosa, manipuladora, vil? Quem somos nós para julgar pessoas que vivem trancadas dentro de si mesmas e de suas próprias imaginações? São, apenas, pessoas trancadas.
Aplausos para a cena em que a professora sai do colégio para ir ao mercado comprar pães. Só uma excelente atriz saberia interpretar com tanta veracidade uma crise de pânico. Afetada, histérica, se debateram os críticos na época, acusando a atriz de exagerar na dose. Defendo-a. Aplausos e muito mais à Eva Green, Juno Temple e María Valverde, que comandam o elenco. E para a fotografia belíssima. O filme foi “traduzido” para português como “Sedução”. Mas, no original chama-se “Cracks”. E na capa tem uma frase interessante: “A inocência não foi perdida. Ela foi roubada”. Para quem gosta de títulos fortes, sugeriria: “Rupturas, a inocência foi roubada”. Só que se a escolha fosse minha, seria apenas “Rupturas”. O que falo não se deve levar em conta, pois sou extremamente anticomercial e esse titulozinho era capaz de não pegar. Tem que falar de inocências, roubos, seduções.
Claro que tenho que citar a frase principal do filme, algo tipo pré- O Segredo:“The most important thing in life is desire”. Será? Acho que o filme pode nos pregar uma peça. Certo é que sofre uma ruptura violenta a partir de certo momento. E o filme torna-se surpreendente.

                                          Eva Green é a protagonista Miss G. 

Obs: Sobre Eva Green, vale muitíssimo a pena ver “Os sonhadores”.   


13 de agosto de 2011

Animação para Martha Graham

Por Pllural

Esse vídeo ficou na página principal do Google durante o dia 11 de maio. É uma homenagem feita pelo designer estadunidense Ryan Woodward à bailarina e coreógrafa de dança contemporânea Martha Graham. Se fosse viva, Graham comemoraria seu 117º aniversário nessa data (11/05). A bailarina, ícone da dança contemporânea, morreu aos 96 anos, em 1991. Martha Graham dedicou 70 anos de sua vida à dança e pisou nos palcos pela última vez em 1969, aos 75 anos. 



8 de agosto de 2011

Um mercado de estilos independentes

Por Julia Viegas

Nos próximos dias 12, 13, 19 e 20 vai ter O Mercado, no Drink Café, no Humaitá. Estive em duas edições anteriores, na Casa de España e recomendo para os que gostam de roupas e assessórios alternativos. Organizado pelos Estilistas Independentes (EI!), O Mercado costuma a oferecer roupas e acessórios bonitos, estilosos e com preços bem mais em conta que os das lojas de grife. Inclusive, coisas que não se encontram por aí. Posto que as roupas que vemos em lojas e shoppings são quase sempre muito parecidas umas com as outras. Segue o standard e os que gostam do que é diferente, como eu, ficam sem ter muita opção.


Porém, na última edição do mercado, achei que os preços subiram e a variedade caiu. Seria a expansão demasiada prejudicial à qualidade, estilo e bom preço? Pago para ver. Vejo e conto. 



Evento "O Mercado - Só para garotas"
Dias: 12, 13, 19 e 20 de agosto
Horário: de 11 às 18h
Local: Drink Café
Endereço: Rua General Dionísio, 11
(próximo à Cobal do Humaitá)