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6 de abril de 2012

O Lennon da Julia



Nowhere Boy/ O Garoto de Liverpool

 Por Julia Viegas



"Mamãe, por que eu me chamo Julia?" – perguntei ainda muito nova, criança mesmo, quase uma bebê. "Por causa de uma música, Juju. Uma música linda, que um grande cantor fez para a mãe dele. Quer ouvir?". Ouvi a voz doce de minha mãe, Simone, responder. "Quer!". Ouvi a suave música preencher a minha casa. Foi um bálsamo.

Meu nome é Julia por causa da música que Lennon fez para mãe dele. Poética, singela, letra e melodia embalam. Quase uma canção de ninar, com imagens oníricas, uma declaração de amor. Desde pequena convivo com os Beatles e, especialmente, Jonh Lennon, pois minha mãe sempre ouviu e se (me) emocionou. Então, Julia Lennon é uma personagem presente no meu imaginário. Quem seria aquela mulher que gerou um dos maiores da música?  Para, por fim, terminar tragicamente morta, em seus braços, ainda jovem, aos 44 anos. 
O feminino está muito presente no trabalho dos Beatles. Martha, Rita, Dear Prudence, Woman is the Nigger of World, Mother, Yoko Ono, todas as mulheres de Lennon. Delas a mais importante: Julia. Assim, justifico o título deste, como se Julia fosse um lugar. O lugar do John Lennon. O garoto de Liverpool, o garoto da Inglaterra, do mundo, da Julia. Seja como for, um menino pertence à sua mãe. Mesmo que ela não esteja lá. Imagino o quanto Lennon e Julia sofreram ao ficarem separados e quão bonito foi o reencontro. Ela foi a grande incentivadora de sua dedicação pela música e apresentou a ele muitas canções que o influenciaram profundamente, decisivamente. Nowhere Boy é o início de tudo. Quando ele não pertencia. E, se encontrando inicia o ciclo que, quis o acaso, se fechasse tão cedo, até mais que o de sua querida mãe. Mas, a amplitude do seu legado é tão vasta, que ficou para sempre e abarca todos os temas importantes do ser um humano.

5 de janeiro de 2012

De repente 30

Por Julia Viegas

Não mais que de repente... Acordei hoje, dia cinco de janeiro de 2012, e estou com 30! Podia citar Balzac ou outra coisa intelectualmente aceita. Mas, prefiro citar um filmezinho muito do besteirol que passou na TV dia desses. Uma patricinha de uns 13 anos deseja acordar no dia seguinte com 30. E consegue. Bem no estilo filmecos do tipo O Feitiço do Tempo, Passado sei lá das quantas, De Volta para o Futuro... Ou seja, uma bobagem. Porém, uma bobagem muito divertida. Reparem na cena em que ela, aos 30, puxa a dancinha do Michael Jackson na música Thriller e, claro, arrasa na pista. É assim que eu quero passar meus próximos 30 anos de vida: dançando. 

Jennifer Garner e Mark Ruffalo dançando Thriller

1 de dezembro de 2011

Pode se preocupar




Por Julia Viegas

O filme "Não se preocupe, estou bem" mostra até onde uma pessoa pode ir por preocupação e saudade de um irmão: ao fundo do poço. Romântica, depressiva e apaixonada pela família, Elise, pour Elise, interpretado por Mélanie Laurent (Bastardos Inglórios), se empenha em uma odisséia em busca do seu irmão. E, buscando o outro, acaba por encontrar a si mesma. Essa comovente história apresenta belas paisagens e um elenco de primeira qualidade. Com destaque para as relações familiares. Até onde os pais podem ir para ajudar seus filhos a não sofrerem traumas? "Pode se preocupar; estou mal", diria Elise, pour Elise. Família, família, aqui, na França, em qualquer lugar e a qualquer época, uniões de amor e por vezes de... dependência. 

17 de agosto de 2011

Rupturas, a inocência Green foi roubada por Valverde

Por Julia Viegas

Aulas de mergulho. Salto do mais alto degrau do trampolim. Perfeito, mergulho impecável. Técnica nota 10. Estava determinado o padrão. O lugar é lindo, uma bucólica ilha na Inglaterra. Só de ver o filme já sentimos o cheiro da natureza. Temos paz, beleza, fantasia e padrão. Quando... uma espanholinha chega quebrando as regras. E os saltos tornam-se livres. Cambalhotas, voos qual golfinhos, o mergulho não era mais perfeito. Tornou-se belo (como tudo o que é imperfeito). Sem mais restrições: é ir além, atirar-se. Mergulho metafórico.
O que uma forasteira culta, livre pensadora e extremamente jovem pode representar à provinciana e pacata Stanley Island, onde jaz o antigo internato de St. Mathilda? Resposta: perigo. E as revelações que uma pessoa “a mais” pode trazer para um grupo de meninas e professora que vivem em regime de internato. Presas às grades daquele grande castelo que é a escola. Uma pessoa diferente é capaz de fazer as outras: depararem-se consigo mesmas e questionarem quem elas são. O ser na realidade, por trás das aparências. Ciumentas, as meninas? Carentes, ferozes, egoístas? Mentirosa, manipuladora, vil? Quem somos nós para julgar pessoas que vivem trancadas dentro de si mesmas e de suas próprias imaginações? São, apenas, pessoas trancadas.
Aplausos para a cena em que a professora sai do colégio para ir ao mercado comprar pães. Só uma excelente atriz saberia interpretar com tanta veracidade uma crise de pânico. Afetada, histérica, se debateram os críticos na época, acusando a atriz de exagerar na dose. Defendo-a. Aplausos e muito mais à Eva Green, Juno Temple e María Valverde, que comandam o elenco. E para a fotografia belíssima. O filme foi “traduzido” para português como “Sedução”. Mas, no original chama-se “Cracks”. E na capa tem uma frase interessante: “A inocência não foi perdida. Ela foi roubada”. Para quem gosta de títulos fortes, sugeriria: “Rupturas, a inocência foi roubada”. Só que se a escolha fosse minha, seria apenas “Rupturas”. O que falo não se deve levar em conta, pois sou extremamente anticomercial e esse titulozinho era capaz de não pegar. Tem que falar de inocências, roubos, seduções.
Claro que tenho que citar a frase principal do filme, algo tipo pré- O Segredo:“The most important thing in life is desire”. Será? Acho que o filme pode nos pregar uma peça. Certo é que sofre uma ruptura violenta a partir de certo momento. E o filme torna-se surpreendente.

                                          Eva Green é a protagonista Miss G. 

Obs: Sobre Eva Green, vale muitíssimo a pena ver “Os sonhadores”.   


30 de junho de 2011

Filmes para pensar

Por Andreia Moore

Uma nova safra de filmes está chegando por aí, mas…. com certeza tem muita gente que ainda não assistiu a ótimos filmes que saíram de cartaz recentemente.

O Plluralidades indica com selo de qualidade: