Por Pllural
27 de agosto de 2011
23 de agosto de 2011
Cibercultura em pauta
Por Pllural
Um dos mais proeminentes pensadores da atualidade, Pierre Lévy, debaterá com o cantor e compositor Gilberto Gil, temas como cibercultura, hipertexto e mídias digitais. Professor da Universidade de Quebec, entusiasta das possibilidades cognitivas da Internet, Lévy foi quem propôs o conceito de “inteligência coletiva” no começo dos anos 90, quando a internet comercial ainda engatinhava. É autor de clássicos como “Cibercultura” e “O que é o virtual”?
Dia 25 de agosto, quinta-feira, 19h30
Local: Oi Futuro (Rua Dois de Dezembro, 63, Flamengo, RJ)
Entrada franca | Classificação etária: livre
Entrada franca | Classificação etária: livre
Distribuição de senhas meia hora antes do evento e telões do lado de fora para quem não conseguir lugar no teatro. Transmissão ao vivo no site www.oifuturo.org.br
20 de agosto de 2011
Para entender a América Latina
Por Pllural
A literatura diz muito do seu povo. Vale a dica então. Hispanohablantes e lusófonos, vamos debater nossa arte literária.
A literatura diz muito do seu povo. Vale a dica então. Hispanohablantes e lusófonos, vamos debater nossa arte literária.
17 de agosto de 2011
Rupturas, a inocência Green foi roubada por Valverde
Por Julia Viegas
Aulas de mergulho. Salto do mais alto degrau do trampolim. Perfeito, mergulho impecável. Técnica nota 10. Estava determinado o padrão. O lugar é lindo, uma bucólica ilha na Inglaterra. Só de ver o filme já sentimos o cheiro da natureza. Temos paz, beleza, fantasia e padrão. Quando... uma espanholinha chega quebrando as regras. E os saltos tornam-se livres. Cambalhotas, voos qual golfinhos, o mergulho não era mais perfeito. Tornou-se belo (como tudo o que é imperfeito). Sem mais restrições: é ir além, atirar-se. Mergulho metafórico.
O que uma forasteira culta, livre pensadora e extremamente jovem pode representar à provinciana e pacata Stanley Island, onde jaz o antigo internato de St. Mathilda? Resposta: perigo. E as revelações que uma pessoa “a mais” pode trazer para um grupo de meninas e professora que vivem em regime de internato. Presas às grades daquele grande castelo que é a escola. Uma pessoa diferente é capaz de fazer as outras: depararem-se consigo mesmas e questionarem quem elas são. O ser na realidade, por trás das aparências. Ciumentas, as meninas? Carentes, ferozes, egoístas? Mentirosa, manipuladora, vil? Quem somos nós para julgar pessoas que vivem trancadas dentro de si mesmas e de suas próprias imaginações? São, apenas, pessoas trancadas.
Aplausos para a cena em que a professora sai do colégio para ir ao mercado comprar pães. Só uma excelente atriz saberia interpretar com tanta veracidade uma crise de pânico. Afetada, histérica, se debateram os críticos na época, acusando a atriz de exagerar na dose. Defendo-a. Aplausos e muito mais à Eva Green, Juno Temple e María Valverde, que comandam o elenco. E para a fotografia belíssima. O filme foi “traduzido” para português como “Sedução”. Mas, no original chama-se “Cracks”. E na capa tem uma frase interessante: “A inocência não foi perdida. Ela foi roubada”. Para quem gosta de títulos fortes, sugeriria: “Rupturas, a inocência foi roubada”. Só que se a escolha fosse minha, seria apenas “Rupturas”. O que falo não se deve levar em conta, pois sou extremamente anticomercial e esse titulozinho era capaz de não pegar. Tem que falar de inocências, roubos, seduções.
Claro que tenho que citar a frase principal do filme, algo tipo pré- O Segredo:“The most important thing in life is desire”. Será? Acho que o filme pode nos pregar uma peça. Certo é que sofre uma ruptura violenta a partir de certo momento. E o filme torna-se surpreendente.
Eva Green é a protagonista Miss G.
Obs: Sobre Eva Green, vale muitíssimo a pena ver “Os sonhadores”.
13 de agosto de 2011
Animação para Martha Graham
Por Pllural
Esse vídeo ficou na página principal do Google durante o dia 11 de maio. É uma homenagem feita pelo designer estadunidense Ryan Woodward à bailarina e coreógrafa de dança contemporânea Martha Graham. Se fosse viva, Graham comemoraria seu 117º aniversário nessa data (11/05). A bailarina, ícone da dança contemporânea, morreu aos 96 anos, em 1991. Martha Graham dedicou 70 anos de sua vida à dança e pisou nos palcos pela última vez em 1969, aos 75 anos.
Esse vídeo ficou na página principal do Google durante o dia 11 de maio. É uma homenagem feita pelo designer estadunidense Ryan Woodward à bailarina e coreógrafa de dança contemporânea Martha Graham. Se fosse viva, Graham comemoraria seu 117º aniversário nessa data (11/05). A bailarina, ícone da dança contemporânea, morreu aos 96 anos, em 1991. Martha Graham dedicou 70 anos de sua vida à dança e pisou nos palcos pela última vez em 1969, aos 75 anos.
8 de agosto de 2011
Um mercado de estilos independentes
Por Julia Viegas
Nos próximos dias 12, 13, 19 e 20 vai ter O Mercado, no Drink Café, no Humaitá. Estive em duas edições anteriores, na Casa de España e recomendo para os que gostam de roupas e assessórios alternativos. Organizado pelos Estilistas Independentes (EI!), O Mercado costuma a oferecer roupas e acessórios bonitos, estilosos e com preços bem mais em conta que os das lojas de grife. Inclusive, coisas que não se encontram por aí. Posto que as roupas que vemos em lojas e shoppings são quase sempre muito parecidas umas com as outras. Segue o standard e os que gostam do que é diferente, como eu, ficam sem ter muita opção.Porém, na última edição do mercado, achei que os preços subiram e a variedade caiu. Seria a expansão demasiada prejudicial à qualidade, estilo e bom preço? Pago para ver. Vejo e conto.
Dias: 12, 13, 19 e 20 de agosto
Horário: de 11 às 18h
Local: Drink Café
Endereço: Rua General Dionísio, 11
(próximo à Cobal do Humaitá)
26 de julho de 2011
Bartleby na Laura Alvim: Prefiro sim!
Por Julia Viegas
Bartleby, o escrituário foi escrito por Herman Melville (esse mesmo, o autor de Moby Dick) e lançado em 1853. De lá para cá, pouca coisa mudou no sistema burocrático. Quanto à existência, nem se fala. Diz-se muito. Para fazer parte do sistema, aceitar ordens por vezes até mesmo incompreenssíveis. Vender e comprar, pegue e pague. Organizar papéis, reescrever, copiar, verificar.
Chefe e patrão se deparam com dois seres humanos, eles mesmos, em lados opostos e sentimentos bem parecidos. O patrão se depara com um empregado que o faz repensar toda a sua forma de ver o mundo, a vida e até a si mesmo.O texto é triste. Não vou dizer que não. Tem a máxima "A alegria esconde a probreza". Mas, a forma como é contado faz toda a diferença. Não é do fracasso que se fala, é do triunfo. A CIADRAMÁTICADECOMÉDIA torna engraçado e belo. E faz pensar, pois há que se passar conteúdo sempre. Questiona o sistema de trabalho, a necessidade de liberdade, a vontade e a potência estrondosa da não-ação, que já venceu guerras, já fez muita paz. No texto original, a recusa é ainda mais polida: "I would prefer not to". E "Assim, se resume a plena liberdade do personagem que se recusa a continuar participando do sistema de produção-alienante-grassroots"
Fica na Casa de Cultura Laura Alvim (RJ) só hoje (26/7) e amanhã (27/7), às 21h, R$20. Temporada curta, talvez pelas críticas negativas recebida da toda-poderosa Barbara Heliodora. Ou por qualquer outro motivo que eu desconheço, pois acredito que uma peça assim deveria ficar mais tempo em cartaz e também ser apresentada nos finais de semana.
Atenção, para os que tem o cartão pré-pago do Metrô Rio: vale 50% de desconto.
Para os que irão, vale a pena reparar na expressão corporal dos atores. Principalmente daquele que faz o papel do patrão. No início, um chefe, dono de si, corpo ereto, voz possante. Depois, no decorrer de sua relação com Bartleby, seu corpo vai se curvando, como se ele fosse carregando muito peso nas costas. O peso insuportável da gravidade do ser. Humano dentro do sistema-alienante-chão de fábrica.
Adeus à doce, tinto, branco, uva, londrina Amy
Por Pllural
Preferimos vê-la assim: linda. Ao invés de explorar imagens onde ela se perde torta sob efeitos de drogas. Que sua voz soe sempre como um brinde.
Amy Winehouse
1983 - 2011
19 de julho de 2011
Dica Pllural
Por Andreia Moore
Oi gente!!
Nesta quinta-feira próxima, dia 21 de julho, a nossa querida Banda Tono, vai se apresentar no Espaço Cultural Sérgio Porto, aqui pertinho, no Humaitá. E com um convidado especialíssimo, Ney Matogrosso ("Nunca vi rastro de cobra nem couro de lobisomem, se correr o bicho pega se ficar o bicho come). Que medo!rsrs
Brincadeiras a parte o show promete! Como sempre citamos: batuque do bom!
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| Imagem tirada do site Oi FM |
Espaço Cultural Sergio Porto
Endereço: R. Humaitá, 163 - Telefone: 2266-0896Horário: A confirmar
Preço: R$ 30 inteira, R$15 meia e lista amiga R$ 20
Saiba mais em: http://www.oimusica.com.br
13 de julho de 2011
I am a Clichê - ecos da estética punk
Do luxo ao lixo: porque eu sou clichê
Por Julia Viegas
Depois da Meia-Noite em Paris fui direto a vernissage da exposição “I am a Clichê: ecos da estética punk”, que está em cartaz no Centro Cultural do Banco do Brasil RJ. Sabe aquela famosa foto do Sid Vicious comendo aquele cachorro-quente? Você verá. A Patti Smith bonita com seus cabelos soltos e usando suspensório. Verá. Suásticas que dão ânsia de vômito, dentro de sanduíches ainda menos apetitosos. Então. Isso tudo é proposital, pois eles queriam chocar. Verão.
Na sala do Andy Warhol é que tive uma agradável surpresa – é, fui a vernissage sem saber absolutamente nada da mostra, num improviso, pintou convite, fui. Não sou punk, nem neopunk, nem clichê. Então, ao invés de ir para casa dormir, fui ao Centro da cidade escura por falta de iluminação pública. Com Andy e sua Factory vi meus amados do Velvet Underground. E meu ultra-amado Lou Red (aquele, o marido da Laurie Anderson). Mas, espera aí. Velvet Underground, punk? É...
Como um amigo de uns amigos que encontrei do lado de fora da exposição, já entrando num táxi, fugindo de todos e até (ou principalmente) de mim, falou: “Implantaram o Andy Warhol na exposição”.
Vale a pena pensar nos punks e em todos os movimentos que foram, voltaram, sumiram, estão surgindo. Enfim, todos os que estão por aí. E pensar sobre si mesmo. Funda a sua cuca com questionamentos sobre ti. Faça isso antes ou depois da exposição. Porque lá dentro não tem nada que te possa fazer pensar. A não ser: por que eles tinham essa mania horrorosa de usar suásticas se não eram nazistas?
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